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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os esportes mais bizarros do mundo


10º - Campeonato Mundial de Pedra, tesoura e papel



Em ordem decrescente, o primeiro de nossa lista é uma brincadeira mundialmente conhecida, no entanto, para alguns, tal brincadeira não é tão brincadeira quanto imaginamos. Pedra, papel e tesoura é um esporte que possui até uma federação chamada: World Rock Paper Scissors Society, com direito a campeonato e tudo mais. O jogo é originário do Japão, onde é mais conhecido como Jokenpo. Uma coisa muito interessante que vale ressaltar é que, essa, aparente brincadeira que é levada a sério ao ponto dos campeonatos serem televisionados.

9º Mergulho na Lama



Parece divertido e, até mesmo, alguns tipos de lama são utilizados em tratamentos de beleza, mas não neste caso, aqui você mergulha na lama e não é apenas mergulhar e ganhou o torneio, neste esporte diferente você precisa nadar para vencer seus adversários. O esporte consiste em uma vala cheia de lama onde os competidores mergulham como se estivessem em uma piscina comum e, precisam chegar ao outro lado para definir o vitorioso. E, para você que nunca ouviu sobre esse esporte, no Reino Unido existe um campeonato para os adeptos desta modalidade.

8º Passada de ferro extrema



Os praticantes deste esporte nada convencional são obrigados a passar roupa em locais extremamente inapropriados para isso, seja em cavernas, no fundo do mar e até mesmo em cima de uma bicicleta. Será que todo esse esforço torna o fato de passar roupas algo verdadeiramente divertido? Os ingleses acham que sim e por isso criaram o esporte no ano de 1997, agora só precisamos descobrir se realmente, passar roupa em lugares inesperados pode ser realmente divertido, e ai, alguém se habilita?

7º Pólo com Elefantes



O esporte não poderia ter saído de outro lugar além da Tailândia. As regras são iguais às regras do Pólo, com exceção de um pequeno e imperceptível detalhe: os elefantes. Essa vertente do esporte se originou por causa de alguns ingleses que, por alguma razão que somente eles poderiam explicar, sentiram uma extrema necessidade de jogar uma partida e, como não dispunham de cavalos, decidiram utilizar elefantes. Os protetores da natureza não precisam se preocupar, além de ser um esporte seguro para os animais, a verba arrecadada nos campeonatos são revertidas para a proteção de animais.

6º Carregamento de esposas



Eis um esporte que algumas pessoas já puderam ver na televisão. Claro, o prêmio é extremamente apetitoso para os homens mais ávidos... Não entendeu? Vamos continuar então. O carregamento de esposa, como o próprio nome já insinua, consiste em carregar a esposa por uma distancia um pouco superior a 250 metros e com obstáculos. O casal que percorrer em menos tempo, ganha o peso da mulher em cerveja. Entenderam agora? E neste momento, os homens entram em um impasse... Uma mulher mais cheinha é complicado de carregar por um percurso tão longo quanto esse, mas, será que no final seu peso compensaria a cervejada?

5º Homem contra cavalo



É incrível mas parece que os ingleses são os grandes inventores dos jogos bizarros. Em quinto lugar temos uma corrida nada convencional. Aqui o homem não corre apenas contra um homem, mas contra um homem montado em um cavalo. O percurso desta corrida é de 14km e o percurso pode incluir inclinações bem íngremes e muitos obstáculos. A premiação é muito boa para o vencedor, no entanto, vencer um cavalo parece um páreo bem duro.

4º Hóquei subaquático



Outro esporte que nasceu na Inglaterra, o hóquei subaquático nada mais é que o hóquei misturado com natação. O esporte nasceu no ano de 1954 e é competido até os dias de hoje. Seu sucesso é tão grande na Europa que, como todos os demais esportes, ele possui regras, dimensões e todas as regras necessárias para uma boa partida e, se não fosse tão “diferente” esse tipo de hóquei poderia ter seu espaço nos jogos olímpicos.

3º Luta livre com óleo



Era para ser uma luta como qualquer outra, mas, alguém achou que era muito maçante e decidiram complicar um pouco mais as coisas besuntando os lutadores com óleo. Essa modalidade é de origem turca e, sua finalidade é colocar o adversário de ponta cabeça por alguns segundos, para isso, tudo é válido, até mesmo enfiar a mão nas calças do adversário, só não pode apertar os testículos. Muito justo, você não acha?

2º Perseguição de queijo



Esse esporte é destinado para os apaixonados por queijos e, como a grande maioria da lista, nasceu na Inglaterra. O jogo funciona da seguinte forma, os participantes sobem até uma montanha e, lá em cima, soltam seu queijo ladeira abaixo. Os participantes devem correr atrás de suas peças e vence aquele que conseguir alcançar seu objetivo. O jogo é tão disputado que ocasiona alguns contratempos para os participantes, ossos quebrados e alguns hematomas fazem sucesso nesta lista. Agora, o prêmio é simplesmente fantástico. O vencedor pode levar o queijo pra casa.

1º Boxe xadrez



Essa é para as pessoas que acham que para ser um lutador basta apenas ter força física. Esse esporte, o vencedor da lista, une a força e o raciocínio. O boxe xadrez consiste em quatro minutos de uma partida de xadrez e mais três minutos de luta no braço, convencional mesmo, os lutadores possuem um minuto de descanso e vence aquele que der xeque-mate ou que nocauteie seu adversário.[fonte]

terça-feira, 29 de julho de 2014

A árvore mais grossa do mundo



A Árbol del Tule está localizada no município de Santa María del Tule, próximo à cidade de Oaxaca de Juárez, no estado de Oaxaca, no México.

Seu tronco tem 58,00m de circunferência e 14,05 m de diâmetro. A sua altura é de 42 m, o seu volume total é de 816,829 m3 e estima-se o peso em 636.107 kg. 

Com a idade estimada em mais de 2000 anos, esta árvore é a mais grossa do mundo.

É conhecida como Ahuehuete, cipreste mexicano, cipreste de Moctezuma, El Gigante, El Árbol del Tule ou El Sabino del Tule. 

Esta espécie costuma crescer em lugares pantanosos. Sua denominação técnica é Taxodium mucronatum, da Família Taxodiacea, do gênero Taxodium. 


No tronco, existem nódulos lenhosos que formam figuras de animais, onde podem ser vistas as figuras de um crocodilo, urso, elefante, lebre, esquilo, patos e de outros animais.

Arbol del Tule é árvore mais famosa do México, e alguns dizem maior biomassa único do mundo. A árvore de Tule e seus arredores compreendem um monumento natural único, uma atração para moradores e visitantes. 

A cidade de Santa Maria del Tule leva o nome da famosa árvore e possui não apenas uma, mas 7 árvores extremamente grande e antigo cipreste. 

Moradores locais celebram a famosa Árvore Tule com uma festa grande a cada 7 de outubro. 

Na praça principal em torno da árvore tem um mercado circular com artesanato regional. Viajantes que dirigem para Teotitlán e Santa Ana del Valle param para apreciar a árvore. [fonte]


segunda-feira, 28 de julho de 2014

10 das comidas enlatadas mais esquisitas do mundo


Aqui no Brasil encontramos centenas de tipos de produtos enlatados, desde milho, atum, ervilhas, sardinhas, alcachofras, cebolinhas, salsichas e até mesmo feijoada completa. Para nós, tudo isso é muito comum.

Agora, imagine se deparar em uma prateleira contendo latas de geleia de grama, buchada de carneiro, carne de rena ou até uma bebida de ninho de pássaro? Bastante bizarro, não é mesmo? Mas o que é estranho para nós pode ser muito comum em algumas partes do mundo. Confira abaixo dez das comidas enlatadas mais esquisitas encontradas pelo globo.


1 – Bebida de gelatina de grama - Vietnã




No Vietnã, é possível encontrar apenas a gelatina ou a bebida energética com a gelatina de grama saborizada. Apesar de soar estranho (e realmente é), a gelatina de grama é popular em toda a Ásia, especialmente no Vietnã e também na China, Indonésia e Malásia.

Para a produção dessa iguaria, o suco da grama é geralmente prensado a partir de uma combinação de três espécies regionais, sendo que o produto é rico em nutrientes e a bebida com a gelatina é incrivelmente doce.


2 – Carne de rena - Finlândia




Vendida em pedaços ou na forma de patê, a carne de rena é bastante comum na Finlândia, sendo um produto comum e aceitável para eles. Talvez pela analogia com as ajudantes do trenó do Papai Noel, esse tipo de produto é mais vendido durante a época de Natal, quando o seu consumo atinge o maior pico.

Sabe-se que a carne de rena é muito saudável e com baixíssimo teor de gordura, pois hoje esse animal é criado em fazendas onde se alimenta basicamente de ração controlada, musgos e liquens.


3 – Conserva de huitlacoche - México




O huitlacoche é um fungo parasita que infecta o milho, sendo muito conhecido por seus sabores complexos únicos. No entanto, olhando para ele nessa versão em lata é difícil acreditar que algo de gosto bom venha dali daquele "lodo". Conhecido também como carvão-do-milho, esse fungo é considerado uma iguaria gastronômica e atinge valores bem superiores ao próprio milho.

O seu consumo se concentra mais no México, sendo geralmente assado, feito com alho e outros ingredientes, servido também como recheio de tacos e quesadillas. Já na Europa e Estados Unidos, o huitlacoche é componente de preparações sofisticadas em alta gastronomia. Tanto que às vezes recebe o nome de trufa mexicana.  


4 – Bebida ninho de pássaro - Ásia




Você pode estar pensando que Ninho de Pássaro seja apenas o nome de uma bebida feita com ingredientes comuns. Mas, não, ela é realmente produzida com os ninhos das aves que, algumas vezes, podem ser consumidos. Os ninhos de pássaros comestíveis têm sido usados na culinária chinesa há mais de 400 anos.

Quando dissolvido em água, estes ninhos têm uma qualidade ligeiramente gelatinosa e podem ser aromatizados de forma doce ou salgada, podendo ainda ser vendidos como a bebida da imagem. Ainda assim, é bastante esquisito você pensar que está mandando para dentro um ninho que já abrigou pássaros e seus ovos.


5 – Arenque com dente e tudo - Rússia




Mandíbulas assustadoras conservadas em latas formam uma opção um tanto bizarra de alimentação. Imagine abrir o produto e se deparar com esse visual da foto? Isso o que você está vendo são partes dianteiras de arenques vendidos enlatados na Rússia. Os russos, aliás, possuem diversas outras bizarrices em seu cardápio.


6 – Tatu - Estados Unidos




Comer tatu é bom? Bem, aparentemente, o pessoal de uma região norte-americana deve achar que sim. No Texas (EUA), você pode encontrar tatu grelhado ou em forma de patê enlatados.  


7 – Bucho de carneiro - Escócia




Você já ouviu falar da buchada de bode, um prato bastante comum no nordeste brasileiro? Pois o chamado Haggis é como uma versão escocesa dessa receita, mas feita com os miúdos de carneiro e também pode ser encontrada em lata! O prato tradicional da cozinha escocesa consiste num bucho de carneiro recheado com as mais variadas vísceras, misturadas com farinha de aveia. 


8 – Leite equino em pó - Rússia




Por essa você não esperava. Imagine encontrar ao lado daquele leite em pó comum e dos achocolatados uma lata de leite de cavalo (da égua, no caso)? O produto é amplamente consumido na Rússia e na Mongólia. Será que se você fizesse um teste às cegas, notaria a diferença entre esse e o leite de vaca? Vale o convite para quem viajar para esses lugares.


9 – Café da manhã britânico – Reino Unido




O tradicional café da manhã britânico é um tanto pesado, com itens que proporcionam bastante “sustança” para o comensal. Alimentos como feijão cozido, molho de tomate, ovos, salsichas, cogumelos e carne de porco fazem parte dessa refeição. Agora, imagine tudo isso dentro de uma lata só? Pois isso existe e está à venda em diversos lugares do Reino Unido. Uma coisinha leve...


10 – Casulos de bicho da seda sabor barbecue – Coreia e Tailândia




Para fechar com a lista com algo aparentemente delicioso, só que não, que tal fazer um lanche abrindo uma lata de casulos de bicho da seda fritos ao molho barbecue? A “delícia” pode ser encontrada em muitos países da Ásia, principalmente na Coreia e na Tailândia. [fonte]

domingo, 27 de julho de 2014

Curiosidades da Idade Média



É impressionante nos dias de hoje quando visitamos o Palácio de Versailles em Paris e observamos que o suntuoso palácio não tem banheiros.

Quem passou por esta experiência ficou sabendo de coisas inacreditáveis. Na Idade Média, não existiam os dentifrícios, isto é, pastas de dentes, muito menos escovas de dentes ou perfumes,desodorantes muito menos e papel higiênico, nem pensar...

As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio...
Quando paramos para pensar que todos já viram que nos filmes aparecem pessoas sendo abanadas, passam desapercebidos os motivos. Em um país de clima temperado, a justificativa não era o calor, mas sim o péssimo odor que as pessoas exalavam, pois não tomavam banho, não escovavam os dentes e não usavam papel higiênico e muito menos faziam higiene íntima.

Os nobres, eram os únicos que podiam ter súditos que os abanavam, para espalhar o mau cheiro que o corpo e suas bocas exalavam com o mau hálito, além de ser uma forma de espantar os insetos.

Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados, as noivas carregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí termos maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicada.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho.

Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...

Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - cães, gatos e outros, de pequeno porte, como ratos e besouros se aquecerem.

Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivetes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" = está chovendo gatos e cachorros.

Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel.

Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa...). Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho).

Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí, surgiu a vigília do caixão.

A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz. Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino.

Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão essa por nós usada até os dias atuais. [fonte]

sábado, 26 de julho de 2014

A história da maconha



A canábis é consumida pela humanidade há cerca de dez mil anos, desde a descoberta da agricultura. Era utilizada para a obtenção de fibras, óleo, sementes consumidas como alimento e por suas propriedades alucinógenas. A planta parece ser originária da China, apesar de outras evidências apontarem para a Ásia Central. O famoso Pen Tsao Ching, farmacopéia escrita em 100 d.C., baseada nas compilações de plantas com propriedades farmacológicas do imperador Shen Nung (2737 a.C.), mostrava que os chineses já conheciam há alguns milênios as propriedades alucinógenas da canábis. Nesses períodos a utilização da planta estava intrinsecamente ligada ao misticismo e ao curandeirismo. Quando os europeus chegaram a China no século XIII, tal hábito havia declinado e caído em desuso, permanecendo apenas o cultivo da planta para a obtenção de fibras têxteis.

A maconha possui grande influência sobre a cultura hindu. Segundo a tradição da Índia, a planta fora um presente dos deuses aos homens, capaz de provê-los de prazer, coragem e atender a seus desejos sexuais. A planta teria brotado pela primeira vez quando gotas do néctar dos deuses (Amrita) se derramaram sobre a Terra. Nos Himalaias indianos e no Tibet as preparações a base de canábis encontram grande importância no contexto religioso. Sadhus (homens sagrados) dedicam sua vida à deusa Shiva. Não possuem propriedade e praticam ioga e meditação. O consumo de maconha faz parte de seus rituais. Uma das preparações de maconha utilizada é o bhang, obtido a partir da maceração de brotos da planta, convertidos em um suco ou doce. A ganja consiste em brotos compactados por vários dias e fumados com tabaco ou datura. O charas é a própria resina (haxixe), fumada da mesma forma. 

Durante a Antigüidade, os gregos e romanos não tiveram por hábito utilizar a maconha com propósitos alucinógenos, apesar de conhecerem tais propriedades. Dioscórides e Galeno utilizavam-na como medicamento para alguns tumores e observaram que o uso continuado era capaz de causar esterilidade masculina e inibir a produção de leite na mulher. Durante a Idade Média, a planta foi praticamente esquecida. Já o Império Islâmico conviveu com a planta e a espalhou pelas regiões conquistadas. 

Durante o século XI, na região Qazwin, no atual Irã, viveu Hassan bin Sabbah, o Velho da Montanha. Estudioso do islamismo e vivendo em Alexandria (Egito), viu-se prisioneiro quando apoiou a ascensão ao trono do príncipe Nizar, no seu entender o herdeiro legítimo do califado egípcio. Conseguindo escapar do encarceramento, encontrou refúgio em Qazwin, onde ergueu seu castelo no Monte Alamut (Ninho da Águia). Fundou, então, a Ordem dos Ismaelitas de Nizar. A Ordem, destinada a apoiar o postulante ao trono e a defender os preceitos do islamismo, possuía uma disciplina militar rígida, tendo Sabbah no topo da hierarquia. Logo se tornou uma potência regional, incomodando diversos monarcas, que tentaram derruba-la em vão. Seus soldados, conhecidos como anjos destruidores, devotavam-lhe obediências e executavam qualquer comando de Sabbah, incluindo o suicídio. Para esses, Sabbah construiu o Jardim Terreno das Delícias. Após consumirem uma porção considerável de haxixe, os soldados iniciados eram levados para o jardim, povoado de animais e plantas exóticos, construções paradisíacas, alimentos refinados e virgens adolescentes, onde os desejos eram desprovidos de limites. Tal hábito fez com que Sabbah denominasse seu exército de Ordem dos Haxixins. Quando no século XI os cruzados tomaram conhecimento do poderio e dos métodos militares dos homens de Sabbah, passaram a utilizar o termo assassino (haxixim) para denominar todo indivíduo capaz de grandes atrocidades.

Somente a partir das Cruzadas (séculos XI - XIII) e das Grandes Navegações Européias (século XVI), que a maconha voltou a ser conhecida no continente. A partir do século XVIII as plantas provenientes das novas colônias começaram a ser catalogadas e estudas de maneira mais científica, sem o misticismo medieval que influenciava o conhecimento europeu até então. Com a chegada do século XIX, a Europa se vê as voltas com movimentos culturais intimistas, voltados para a busca do prazer e do individualismo, interessados no místico e no espiritual, em busca das raízes nacionais originadas na Idade Média. O mundo islâmico, agora em parte dominado por Napoleão Bonaparte, foi alvo das inspirações de pintores e poetas e o consumo de haxixe foi bastante cultuado. 

Em 1845, um médico francês, J. J. Moreau de Tours e os escritores Gérard de Nerval e Téophile Gautier fundaram o Clube dos Haxixins. Participavam das reuniões mensais artistas renomados do período, tais como Charles Baudelaire, Alexandre Dumas, Eugene Delacroix e Victor Hugo. A intenção dos encontros era cultuar o consumo de haxixe, fomentar a produção artística e exaltar Hassan bin Sabbah. Todas deveriam trajar indumentárias árabes e periodicamente um dos membros era eleito o Velho da Montanha. No mesmo período, Lewis Carroll publicou o livro Alice no País das Maravilhas, povoada de imagens oníricas e de alusões ao consumo de haxixe.

A Medicina também passou a utilizar a maconha com propósitos terapêuticos a partir dessa época. As indicações voltavam-se principalmente para o tratamento da asma, tosse e doenças nervosas. A reação ao consumo da maconha e outras substâncias psicotrópicas ganharam força a partir do final do século XVIII. Nessa época, vários fenômenos contribuíram para o crescimento de uma postura contrária ao consumo de substâncias psicoativas. Relatos de complicações, tais como o surgimento de quadros depressivos e psicóticos entre os usuários de maconha, foram publicados. Nos Estados Unidos ganhava força o Movimento de Temperança, que alertava para os efeitos indesejáveis de tais substâncias (tais como a dependência) e proponha regulamentar melhor a conduta para prescreve-las. Entre a porção mais conservadora da população norte-americana, cresceram as campanhas que pregavam a proibição do comércio de todos os psicotrópicos, inclusive o álcool. Esse movimento ficou conhecido como Proibicionismo.
A partir da década de 10, diversas substâncias foram proibidas dentro do território americano. Os países da Europa e das Américas acompanharam essa tendência. Ao final da década de 30, a cocaína e maconha estavam proibidas em vários países do mundo. As vendas de morfina passaram a ser rigorosamente controladas. Nos Estados Unidos, o álcool foi proibido de 1920 a 1935. Concomitantemente, o mundo vivia as incertezas do período entre guerras e sentia o crescimento da Guerra Fria. Estados Unidos e União Soviética despontavam como as novas potências mundiais. A economia mundial ainda sentia os prejuízos causados pela Primeira Guerra Mundial. A recessão era a regra para muitos destes. A Segunda Guerra batia às portas do mundo com a ascensão do Fascismo italiano e do Nazismo alemão. Eclodiu e tomou as atenções do mundo até 1945.

Com a resolução deste conflito, o mundo passou a se preocupar com a Guerra Fria e as com a perspectiva de um conflito nuclear. Dentro desse contexto, a juventude da costa leste americana começou a buscar alternativas àquele clima repressivo e pessimista que se formou ao longo do século XX. Durante as férias, alguns jovens americanos pegavam o pouco do dinheiro que conseguiram ajuntar e punham o pé na estrada. Eles pediam carona da costa leste até a costa oeste. A famosa Route 66 foi palco de grandes aventuras nesse período. "Em julho de 1947, juntando uns 50 dólares do meu velho seguro de veterano, eu estava pronto para ir à Costa Oeste", afirma Jack Kerouac, em seu livro On the Road um dos escritores mais importantes desse movimento. Nessa época, tinha 25 anos. 

Essa geração ficou conhecida como Geração Beat (beatnicks). Os beats eram uma geração de jovens em busca de alternativas. Achavam que o modelo vigente da sociedade americana falira. Queriam sentir a paz e a liberdade. Desejavam contestar os valores do American way of life a partir da tomada de novas atitudes. Eram poetas e escritores que decidiram cair na estrada e buscar novas experiências. O consumo de drogas, em especial a maconha e outros alucinógenos, foi muito utilizado por eles. 

Esse não-alinhamento, de início tímido, isolado e imperceptível ganhou mais adeptos e se radicalizou: agora jovens de classe média começavam a abandonar as universidades e se refugiavam em comunidades. Desejavam viver da agricultura, fazer amor livre de regras morais e usar drogas como uma forma de contestação, uma maneira de cair fora do sistema. Tudo isso ao som de muito rock´n´roll. Nascia o Movimento Hippie dos anos sessenta e setenta.

Ao final dos anos 70 a maconha estava novamente bastante difundida em todo o Ocidente. É difícil dizer o quanto esse consumo aumentou ou declinou nos últimos trinta anos. Desde o recrudescimento do consumo, nos anos quarenta e cinqüenta, a maconha nunca mais deixou de existir nas sociedades da Europa e das Américas. A popularização do consumo fomentou a estruturação de um narcotráfico especializado na produção e distribuição dessa substância, concentrado na América do Sul e países africanos. Em 1984, a Holanda optou pela liberação do comércio e do consumo de maconha e seus derivados. A planta passou a ser legalmente vendida em estabelecimentos específicos (coffee shops). Além dissoDurante os anos oitenta e início dos anos noventa, as preocupações sobre uso de drogas voltaram-se para a cocaína e as metanfetaminas (ecstasy). Somente a partir da segunda metade da década que o tema foi recuperado e novamente colocado em discussão.

Novos estudos mostraram a existência de receptores específicos para a maconha no cérebro (receptores canabinóides) e de substâncias endógenas (anandamidas) bastantes semelhantes ao princípio ativo da maconha (delta-9-tetraidrocanabinol). A presença de sintomas de abstinência entre os usuários crônicos de maconha e o relato de complicações agudas entre os usuários (depressão, quadros psicóticos) contestaram a teoria de que se tratava de uma droga leve, incapaz de causar dependência.

Por outro lado, movimentos alinhados a legalização do consumo advogam que a substância já possui elos culturais capazes de regular seu consumo, os índices de dependência são baixos e os danos da proibição (violência e marginalidade) são mais danosos que o consumo em si. Alegam, ainda, que a planta possui propriedades medicinais e a utilização de suas fibras têxteis poderia ajudar a economia de muitos países. Alguns países como o Canadá e alguns estados norte-americanos aceitam a prescrição do tetraidrocanabinol como estimulador do apetite para portadores de câncer e AIDS. É utilizada ainda como inibidor de náuseas e vômitos para pacientes submetidos à quimioterapia.
A maconha é uma substância que ao longo de sua história suscitou (e ainda suscita) discussões ora apaixonadas, ora embasadas de ambos lados. A tensão gerada entre aqueles que defendem a proibição, o consumo médico ou a simples legalização do consumo ainda não chegou ao fim. [fonte]

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A história do hot dog


Um dos alimentos mais populares e consumidos no mundo, isso se não estiver em primeiro lugar, é o hot dog (ou cachorro quente no Brasil).  Produto de adoração mundial, só nos Estados Unidos se consomem anualmente cerca de 2 bilhões de sanduiches, sendo que 150 milhões são só no dia 4 de julho, dia da independencia. É o alimento favorito do povo, principalmente pelo fato de ser gostoso,  barato, e de fácil preparo.

A historia do hot dog (nome original), é sem duvidas uma das mais curiosas e interessantes, mas é preciso primeiro falar de seu ingrediente principal. Preparar salsichas é um das mais antigas formas de trabalhar com comida processada, neste caso a carne. A tradicional salsicha alemã foi criada na cidade de Frankfurt, mas alguns contestam dizendo que a criação é de um açougueiro alemão, que vivia em Coburg na Alemanha, chamado Joahann Georghehner, e que só tempos depois ele viajou para Frankfurt e promoveu o produto.


O que se sabe sobre a criacão do hot dog, é que foi uma invenção americana por um imigrante alemão. Existem duas vesões, a primeira conta que um deles começou a vender na Bowery em NY as salsichas junto com um “mil roll”, um pãozinho comprido e com leite na composição, e chucrute, o que até hoje acompanha. A outra história conta que em 1871, um açougueiro alemão chamado Charles Feltman, abriu em Corney Island (bairro de NY), o primeiro carrinho de cachorro quente, e vendia também em um pão de leite.

O nome “hot dog”sempre despertou atencão nas pessoas, pelo fato de ser inevitável imaginar ao pé da letra. Os imigrantes alemães trouxeram para os EUA não só a salsicha, mas também cães da raça ‘dachshund’, conhecido também como “bassê”. O nome surgiu então, pelo fato do cachorro possuir um corpo comprido e fino, semelhante ao formato da salsicha.


Facil de comer e barato, o hábito de comer cachorro quente foi se desenvolvendo. Em todo o mundo,  o hot dog é feito de diversas maneiras de acordo com a região. Em NY, a salsicha pode vir grelhada ou cozida em água, sendo que o tradiconal hot dog leva chucrute, mostarda e ketchup, e faz parte do dia a dia do cidadão, até por ser um simbolo do país.  No Brasil, é possivel encontrar desde os mais simples e tradicionais, até aqueles com pure de batata e carne moida.

*Anualmente no dia 4 de julho em NY, acontece a mais importante competição para ver quem come mais hot dogs em 10 minutos. [fonte]

terça-feira, 22 de julho de 2014

7 mistérios de marte



O planeta vermelho mesmo depois de anos sendo estudado por cientistas e astrônomos do mundo todo e de varias sondas que foram enviadas até ele, continua tendo muitos mistérios, veja alguns deles.

7. Por que Marte tem duas faces? 


Os cientistas vêm tentando decifrar as diferenças entre os dois lados de Marte há décadas. O hemisfério norte do planeta é suave e baixo - está entre os mais planos e suaves lugares do sistema solar, potencialmente criado por água que fluiu em toda a superfície marciana.

Por outro lado, a metade sul da superfície marciana é áspera e com muitas crateras, e cerca 4 km a 8 km mais elevado do que a bacia do norte. Evidências recentes sugerem que a grande disparidade foi causada por uma rocha espacial gigante que embateu em Marte há muito tempo.

6. Qual é a fonte do metano em Marte? 


O metano - a mais simples molécula orgânica - foi descoberta na atmosfera de Marte pela sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia, em 2003. Na Terra, a maior parte do metano atmosférico é produzido pela vida, como gado a digerir alimentos.

O metano é suspeito ser estável na atmosfera marciana há apenas cerca de 300 anos, por isso tudo o que está a gerar esse gás apenas o está a fazer há muito pouco tempo. Ainda assim, existem maneiras de produzir metano, sem vida, como a atividade vulcânica.

O ExoMars, da Agência Espacial Europeia, cujo lançamento está previsto para 2016, irá estudar a composição química da atmosfera de Marte para saber mais sobre este fenómeno associado ao metano na atmosfera.

5. Será que há água líquida na superfície de Marte? 


Apesar de uma grande quantidade de evidências sugerirem que a água líquida, outrora correu na superfície de Marte, continua a ser uma questão em aberto saber se há ou não, ocasionalmente, água a fluir na face do planeta vermelho.

A pressão atmosférica do planeta é muito baixa para a água líquida na superfície dura. No entanto, linhas estreitas e escuras, vistas em encostas marcianas sugerem que água salgada pode estar a escorrer no local todas as primaveras do planeta.

4. Houve oceanos em Marte?


Inúmeras missões a Marte revelaram uma série de recursos no planeta vermelho que sugerem que no passado foi quente o suficiente para a água líquida percorrer toda a sua superfície. Esses recursos incluem o que parecem ser vastos oceanos, redes de vales, deltas de rios e minerais que exigiam água para se formarem.

No entanto, os modelos atuais de clima antecipam que Marte não podem explicar como essas altas temperaturas poderiam ter existido, pois o sol estava muito mais fraco na época, levando alguns a questionar se esses recursos poderiam ter sido criados por ventos ou outros mecanismos.

Ainda assim, há evidências que sugerem que Marte foi quente o suficiente para suportar água líquida em pelo menos um local na sua superfície. Outros achados sugerem que Marte já foi frio e húmido, e não frio e seco, nem quente e húmido, como é muitas vezes se argumenta.

3. Existe vida em Marte?


A primeira nave espacial a pousar com sucesso em Marte, a Viking 1 da NASA, começou um mistério que permanece sem solução tentadoramente: Existe evidência de vida em Marte? A Viking representou a primeira e até agora única tentativa para procurar vida em Marte.

As suas conclusões são muito debatido ainda hoje. A Viking detectou moléculas orgânicas, tais como cloreto de metilo e diclorometano. No entanto, estes compostos foram explicados como sendo contaminação terrestre - ou seja, produtos usados ​​na nave quando ainda estava na Terra.

A superfície de Marte é muito hostil para a vida como a conhecemos, em termos de frio, radiação, hiper-aridez e outros fatores. Ainda assim, existem numerosos exemplos de vida que sobrevivem em ambientes extremos na Terra.

Há vida praticamente onde quer que haja água líquida na Terra, e a possibilidade de que havia oceanos, outrora em Marte leva muitos a se perguntar se a vida já evoluiu em Marte e, em caso afirmativo, se seria ainda existente.

Responder a estas perguntas podem ajudar a lançar luz sobre como a vida comum pode ou não estar no resto do universo.

2. Será que a vida na Terra começou em Marte?


Meteoritos descobertos na Antártida provenientes de Marte - removidos do Planeta Vermelho por impactos cósmicos - possuem estruturas que lembram aquelas feitas por micróbios na Terra. [Pode a vida ter evoluído em Marte antes da Terra?]

Apesar de muitas pesquisas desde então sugeriram química em vez de explicações biológicas para estas estruturas, o debate continua. Estes resultados levantam a possibilidade tentadora de que a vida na Terra tenha originado em Marte há muito tempo, chegando cá com os meteoritos.

1. Os seres humanos podem viver em Marte?


Para responder se a vida existe, ou não, em Marte, as pessoas podem realmente tem que ir lá e descobrir. A NASA já planeava em 1969 ter uma missão humana em Marte em 1981 e uma base permanente em Marte em 1988. No entanto, as viagens interplanetárias humanas colocam desafios científicos e tecnológicos definidos.

Um teria que lidar com os rigores da viagem - questões de alimentos, água e oxigénio, os efeitos deletérios da microgravidade, perigos potenciais, tais como incêndio e radiação e o fato de que tais astronautas estariam a milhões de quilómetros de distância de ajuda e confinados juntos durante anos.

O desembarque, trabalhar e até viver noutro planeta iria também oferecer uma série de desafios. No entanto, os astronautas parecem ansiosos para descobrir. Por exemplo, este ano seis voluntários viveram numa nave espacial de mentira durante quase um ano e meio no chamado projecto Mars500.

Essa experiência foi a mais longa simulação de vôo espacial já realizada, visando a replicação de uma missão tripulada a Marte do inicio ao fim. Há ainda inúmeros voluntários para uma viagem só de ida para o Planeta Vermelho.

Micróbios minúsculos que se alimentam de rocha poderia minerar recursos preciosos extraterrestres de Marte e pavimentar o caminho para os primeiros colonizadores humanos e os agricultores poderem cultivar na sua superfície. [Fonte


sábado, 19 de julho de 2014

Origem do cofre de porquinho



O famoso cofre de porquinho, sem dúvida, foi o primeiro meio de muita gente conseguir guardar dinheiro, mas alguém já se perguntou: Como surgiu o cofre em forma de porquinho? Esta é uma curiosidade comum, afinal o que um porco tem a ver com dinheiro, não é mesmo? É um costume ensinado desde que somos crianças, poupar as moedinhas num cofre residencial de porquinho e existem algumas histórias envolvendo este assunto. Aqui vão algumas das versões mais populares:

A teoria da multiplicação



Esta teoria, bastante conhecida, do animalzinho suíno tomar forma de um cofre vem do século XVII e tem todos os créditos voltados para o engenheiro francês Sebastian la Pestre. Ele determinou que, por sua reprodução acelerada e grande quantidade de procriação (de acordo com Petre, em dez anos uma leitoa chega a produzir seis milhões de filhotes) o animal era um símbolo da multiplicação. Como o intuito de ter um cofre é poupar dinheiro, nada melhor do que guardá-lo num objeto com todo este significado.
Seria ótimo se cada moeda depositada num cofrinho se multiplicasse na mesma proporção que os porcos, não é verdade?

Confusão medieval



Outra teoria muito forte vem da época da Inglaterra do século XVI. Neste período, os utensílios domésticos dos europeus mais desprovidos não eram feitos de metal, devido o valor do material, mas sim de uma espécie de argila avermelhada chamada de pygg clay, ou somente de pygg. Na época as pessoas já usavam cofres, eram potes feitos desta argila onde eles guardavam as economias, que com o tempo passaram a chamar de pygg banks.
Segundo histórias, um ceramista menos familiarizado com este objeto recebeu uma encomenda de um pygg bank e, por não saber exatamente do que se tratava, ele produziu um cofre no formato de um porco, “pig” em inglês, ou seja, de acordo com esta versão, um artesão criou o primeiro cofrinho de porco devido uma mera confusão de palavras.

Tradição



Outra versão da criação deste cofre tão utilizado é devido à tradição dos chineses. Segundo eles e seu calendário, o ano do porco é conhecido por ser o da fartura então, seguindo esta crença, foi criado um cofrinho de argila no formato de um porco para trazer riqueza e prosperidade ao lar chinês.

A evolução do objeto




Independente da verdadeira origem do cofre de porquinho, o fato é que este objeto sofreu muitas evoluções. Hoje em dia até mesmo o cofre mais comum já possui novas tecnologias, é o caso do cofre digital e o biométrico, além de alguns que são desenvolvidos especificamente para um fim, como os cofres para armas.
Apesar do desenvolvimento deste equipamento, ter um cofre em casa ou na empresa ainda é considerado um dos meios mais seguros de manter seus bens. Muitas pessoas não abrem mão de guardar suas economias em locais próximos e para isso, preferem tê-los ao invés de deixar em poupanças bancárias.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

As 10 guerras mais bizarras da história


A guerra do emu



Essa é talvez a única guerra formal onde um dos lados envolvidos não era humano, mas voador.
Em 1932, a população das aves emu, na Austrália, estava crescendo fora de controle, com quase 20 mil dos animais correndo pelo deserto e causando danos às plantações. Em resposta, o exército australiano enviou um contingente de soldados armados com metralhadoras para matar os emus – e até declararam guerra.
O conflito começou no meio de novembro, e o que parecia fácil se mostrou complicado: os emus eram muito resistentes e mesmo após vários tiros, eles continuavam correndo. 
A guerra emu durou quase uma semana, até que o major Meredith, comandante da força tarefa, desistiu devido à baixa efetividade.
Duração da guerra: 7 dias
Consequências: 2.500 emus mortos


Guerra Moldávia-Transnistria



Essa guerra começou logo depois do fim da União Soviética, quando o antigo bloco da Moldávia experimentou uma crise. Dois terços do país queriam uma relação maior com a Romênia, mas a outra queria com a Rússia. Como resultado, uma guerra começou.
Mas o que a torna muito estranha é o fato de que os homens que estavam lutando na guerra se juntavam em território neutro, durante a noite, para conversar e beber. Os soldados até faziam pactos de não atirar um no outro caso se vissem durante o conflito. 
E isso acontecia quase todas as noites. Um dos soldados escreveu em seu diário: “A guerra é como uma festa bizarra, durante o dia nós matamos o inimigo, e a noite bebemos com ele. Que coisa estranha é a guerra”.
Duração da guerra: 4 meses
Consequências: 1.300 mortos

A guerra do futebol



Algumas guerras começam com um ataque surpresa, outras com um massacre, mas essa foi com um jogo de futebol entre El Salvador e Honduras, em 1969. O primeiro perdeu o jogo e as tensões subiram, até que em 14 de junho o exército do país fez um ataque em Honduras. Surpresos pela violência súbita, a Otan organizou um cessar fogo efetivo no dia 20 de junho, apenas 100 horas após os primeiros tiros. Bem que dizem que futebol é coisa séria.
Duração da guerra: 4 dias
Consequências: 3 mil mortos

Guerra dos 335 anos



Essa guerra foi travada entre a Holanda e as Ilhas Scilly, localizadas perto da costa da Inglaterra. Ela começou em 1651, mas como muitas guerras da época, não foi levada muito a sério e logo foi esquecida. Três séculos se passaram até que os dois países finalmente concordassem em assinar trégua, em 1986, tornado essa a guerra mais longa da história.
Duração da guerra: 335 anos
Consequências: nenhuma

A guerra do porco



Outra guerra entre americanos e ingleses. A guerra do porco começou quando um membro da infantaria britânica atirou em um porco que andava no território americano. A milícia local respondeu se concentrando na fronteira e aguardado o movimento inglês. 
Eventualmente, o exército da Inglaterra pediu desculpas e a iminência de guerra cessou.
Duração da guerra: 4 meses
Consequências: um porco

A guerra de Aroostoock



Essa guerra foi travada entre os Estados Unidos e a Inglaterra na região de Maine, ao norte dos EUA. Após a guerra de 1812, as forças britânicas ocuparam a maior parte dessa região e declararam-na território inglês. No inverno de 1838, lenhadores americanos cortaram madeira nessa área, provocando a ira dos colonizadores, que moveram as tropas. Tropas americanas também foram deslocadas, tornando o clima de guerra iminente.
Por quase um ano as tropas ficaram a postos, sem que os governos decidissem algo. No final, a Inglaterra optou por devolver sua parte de Maine e as tropas americanas foram recuadas. 
Apesar de ter acontecido sem combate militar, a guerra de Aroostoock teve centenas de mortes por conta de doenças e acidentes.
Duração da guerra: 11 meses
Consequências: 550 mortos

A guerra do cão perdido



Em 1925, a Grécia e a Bulgária não eram amigas. Elas já haviam lutado uma contra a outra na Primeira Guerra Mundial e as feridas não estavam fechadas. Tensões estavam sempre em alta na fronteira, especialmente na área chamada de Petrich.
O ponto máximo ocorreu em 22 de outubro de 1925, quando um soldado grego correu atrás do seu cachorro fugido e foi morto por um tiro de um patrulha búlgara. A Grécia clamou por retaliação e invadiu Petrich no dia seguinte.
A área foi dominada em pouco tempo, mas as Forças Aliadas entraram no jogo e obrigaram a Grécia a sair da região e ainda pagar indenizações para a Bulgária. Dez dias depois eles foram embora, e pagaram 120 mil reais para o inimigo.
Duração da guerra: 10 dias
Consequências: 52 mortos

Guerra do Paraguai



O president do Paraguai, Francisco Solano Lopez, era um grande admirador de Napoleão Bonaparte. Ele se via como um grande tático e comandante, mas faltava algo: uma guerra.
Para resolver o problema, em 1864 ele declarou guerra contra três países vizinhos: nós, a Argentina e o Uruguai. O resultado da empreitada? O Paraguai quase sumiu do mapa e é estimado que cerca de 90% da população masculina morreu, em uma guerra praticamente sem motivos.
Duração da guerra: 6 anos
Consequências: 400 mil mortos

A guerra do barril de carvalho



Essa começou em 1325, na Itália, quando uma rivalidade entre os estados independentes de Modena e Bologna foi a loucura por uma coisa um tanto inusitada: um barril de carvalho.
O problema começou quando uma tropa de soldados de Modena entrou em Bologna e roubou um grande barril de carvalho. Para garantir o orgulho e o barril, a cidade declarou guerra contra a outra. E o confronto durou doze anos, sem que o barril fosse recuperado. Até hoje, o artefato está na torre do sino de Modena.
Duração da guerra: 12 anos
Consequências: desconhecidas

Lijar x França



Em 1883, os cidadãos de Lijar, uma pequena vila no sul da Espanha, ficaram furiosos quando souberam que o rei espanhol Alfonso XII, enquanto visitava Paris, foi insultado e até atacado por parisienses. Em resposta, o prefeito da vila, Dom Miguel Garcia Saez, e todos os 300 habitantes de Lijar declararam guerra contra a França, em 14 de outubro.
Nenhum tiro foi dado e nenhuma morte aconteceu durante o confronto. Mesmo com esse clima de paz, o prefeito Saez foi aclamado como o “Terror das Sierras”, por sua coragem.
Noventa e três anos depois, em 1976, o rei espanhol Juan-Carlos fez uma viajem à Paris, durante a qual foi bem tratado pelos habitantes da capital. Em 1981, o prefeito de Lijar comentou que “levando-se em conta a excelente atitude dos franceses”, eles iriam cessar as hostilidades e o fogo contra o país.
Duração da guerra: 93 anos
Consequências: nenhuma